Mercado Xique Blog

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cartas e vestidos

Eu sou uma assumida apaixonada por cartas, comédia romântica, coisas curiosas e... amor. Logo posso dizer que sai três vezes mais leve da última vez que fui ao cinema assistir Cartas para Julieta (Letters to Juliet).

Não sou nada entendida de cinema mas discordo das críticas que li quando falam sobre o filme como sendo mais uma comédia romântica, não mesmo. O filme é leve, tem uma fotografia linda, comédia na medida (acho ótimo quando a velhinha grita "pode levaar!") e um romance que se equilibra entre o real e o meloso, na medida certa pra fazer você sair do cinema com aquela cara de bunda sonhando em viajar pelo mundo e amar, amar...

Lembro de ter assistido aqui em casa uma parte do clássico Mamma Mia e lembro de ter ficado extasiada com a beleza meio irreal, meio real de Amanda Seyefried. Em Cartas para Julieta ela é uma jornalista, escritora ou além de qualquer coisa uma curiosa (me identifiquei demais com isso!).

Quando cheguei em casa decidi que tinha que falar aqui com vocês sobre o figurino Sophie (Amanda) no filme, de Nicoletta Ercole. Não, não tem nada demais como os de Sex and the city, mas ele é encantador exatamente por esse motivo: é simples e real e eu admiro muito isso tanto em filmes como na TV. Me derreto quando assisto uma série chamada Um menino muito maluquinho, onde todo mundo anda em casa realmente com roupa de casa, o que nem sempre acontece nas novelas, né? Mas atrás disso existe uma mídia que pererê, parará.... Enfim, vamos ao que interessa!


Primeiro o look de trabalho dela, aquela coisa básica né? Bem que poderia rolar um colarzinho ou um blazer. Lembrei muito de uma matéria da Vogue de junho falando sobre o look de Gisele.



Já na viagem...

Digam se não há look mais viagem do que esse? Adorei por mostrar que para passar o dia inteiro de lá pra cá numa cidade como Verona (onde se passa a história) é preciso muito conforto. Tênis, vestidinho solto, óculos escuro e a inseperável bolsa que ela usa o filme todo!


Esse é o vestidinho que ela aparece em um dos cartazes de divulgação do filme e é uuultra romântico.


Look central da Ellus
Moleskine vermelho da Americanas.com R$19,90
Óculos vintage da Giant $24
Colar de cartinha
Carte postale da Casa da Chris, na Rosamundo R$55
Bolsa Alexa, da Mulberry

Por trás das câmeras...
Aí vai um vídeo que achei no Screen Week Blog, que estavam lá e acompanhou a gravação de algumas cenas. Escolhi essa que foi beem no início, logo quando ela descobre o lugar das cartas. Entrem lá e vejam mais, é legal pra saber como rola uma gravação: vai mil vezes, volta, três passos pra cá, volta. hehe



Foto dos bastidores... Olha o truque da chapinha!!

E por fim, a foto que mais gostei... ela descansando no set de filmagens com... Havaianas nos pés! ahaha AMEI!

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Queria muuito mostrar o look liiindo de morrer que ela tá na cena do casamento, mas não existe nada ainda na internet!
Os looks completos achei num site muito doido, o Premiere Props, meio que um acervo de figurinos de filmes ou alguma coisa assim.

Espero que tenhm gostado, fiz com muito carinho...
E não deixem de assistir, recomendo meesmo!

Beijããooo, Bele.

domingo, 27 de junho de 2010

finalmente o imagirário da (An)alice

Como tinha falado aqui pra vocês, Analice Balthazar, estilista, estilosa e a responsável pela Vintage Glasses lançou o seu Imaginário Inimaginável no Expo Moda dia 11 de junho e claro que eu tinha que mostrar um pouquinho do resultado pra vocês né?



As modelagens leves apareceram no tecido de estampa pequena que deu um ar romântico às peças. O macacão com gancho baixo, que geralmente pode causar um ar meio estranho à roupa dessa vez caiu bem numa cintura marcada no lugar certo, menos em cima, mais embaixo. E ooolhe que eu nunca fui muito fã de macacões! E com a mesma estampa, amei muito a saia de cintura alta meio transpassada, lembrando uma saia de ballet. Tem coisa mais delicada?
Já os cortes mais marcados acabaram trazendo uma elegância diferente, mais imponente, talvez. Amei o vestido com quadril marcado!


Fiquei louca por essa foto e o aviador da Vintage Glasses, nem conto.


Produção, as modelos com os VG e Analice.

Tenho certeza que esse imáginário ainda vai fazer história por aí...


Beijoooos! Bele.

>> Ahh, uma dica pra quem é de Aracaju: passem na livraria Escariz (Shopping Jardins), tem vários livros beem legais por R$9,90 e outros com 50%!!
>> Vem posts bem legais por aí pra quem gosta de foto! hehe
>> seeeempre no twitter! @isabeleri

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sapatilhas trend?

Nem lembro exatamente quem começou com essa tendência de usar as verdadeiras sapatilhas de balé pra montar um look diferente... se foi culpa do Reinaldo Lourenço, da Amy Winehouse ou da Mallu Magalhães quando trocou os pés. Tudo bem, até porque eu sou a favor de toda forma de expressão através do estilo próprio, porque isso sim é moda. Mas também acho que a gente não pode montar um look pensando que vai só tirar foto, né? A moda de cada um é o que a gente veste e uma boa produção é aquela na qual você se olha no espelho de manhã, ama o look, passa o dia inteiro no shopping e volta pra casa como se nada tivesse acontecido: roupa tem que ser confortável acima qualquer lei fashion!



Eu sou bailarina há uns doze anos, tenho uma vasta experiência no assunto sapatilhas e sei que elas nem sempre são tão confortáveis como todo mundo imaginou quando essa tendência surgiu. Até porque quando pisamos usando uma sapatilha de meia ponta dá pra sentir cada pedrinha que tiver no chão. Imagine sair pra bater perna no centrão com uma dessas? Não tô dizendo pra todo mundo exterminar de vez a tred das sapatilhas de balé (logo eu né?), mas vamos só tomar alguns cuidados e conhecê-las melhor.



No balé clássico usa-se basicamente dois tipos de sapatilha: a meia-ponta, essa que na verdade serve como uma proteção do pé e a sapatilha de ponta, essa sim é a tão temida e esperada por toda e qualquer bailarina para ficar na ponta dos pés. Bom, a louca da Amy inventou esse trend de usar a primeira opção para sair por aí mas eu sou, em parte, contra. Tenho certeza que no fim do dia ela tava com os pés moídos como... ah sei lá, estavam mau mesmo, podem acreditar. Acho legal a ideia de aproveitar essa tendência bailarinesca e por isso mesmo tem que saber aproveitar o recado que a tendência traz pra todo mundo. É como numa passarela, ninguém usa aqueles troços enormes que os modelos carregam na cabeça, o estilista pode tá só sugerindo alguma coisa...

Quando recebi a sugestão de fazer esse post (da minha amiga- irmã Julia, do Ê Balalaica) ela tinha visto um post do Petiscos sobre como fazer customizações das sapatilhas como na foto aí embaixo cheia de tachinhas. E é uma dica ótima mesmo! Mas sugiro trocar as sapatilhas de meia ponta normais por outros modelos que até tem saltinhos e podem ser bem mais confortáveis pros pezinhos, né? Essa primeira foto mesmo mostra um modelo super diferente da Capezio e que acho que vale a tendência.




Onde comprar (em Aracaju):

•Armarinho mundial: você vai achar várias sapatilhas de meia ponta nos modelos normais da Capezio e estão bem baratas numa média de R$13 (Av. 7 de setembro- Centro)

•Di Dança: é uma loja especializada em produtos de Dança (daí o nome, hehe) e tem mais variações de sapatilhas. Se quiser algum tipo diferente, pode até fazer o pedido. (Av. Anizio Azevedo- 13 de Julho)

Capézio: caso sua cidade não tenha, escolha o modelo que quiser no site, anote a referência e descubra qual é a loja mais próxima, daí é só ligar e fazer o pedido. Às vezes vem até aqueles chaveirinhos de sapatilha como brindezinho!
Essa marca vende em todo o Brasil e é o melohr jeito de encontrar a sapatilha perfeita, inclusive as com saltinho que comentei lá em cima ;) Entrem no site e se joguem!

Aqui são as sapatilhas, não de ballet, mas inspiradas nelas da Tatiana Loureiro que achei liindas de doer (se alguém souber onde vende me avisem!) e ao lados dois modelos da clássica francesa Repetto, eternamente-desejo!


Que tal mudar aquela velha sapatilha não-verdadeiramente balética do armário e aplicar umas coisinhas diferentes tipo fitinhas, pedrinhas fofas, lacinhos de plástico?
Tentem em casa e não esqueçam de me mandar as fotos, vou divulgar por aqui! ;)

E aí, vocês usariam essa tendência?

Espero que vocês tenham gostado!
Miiiiil beijos xiques!
Bele.


@isabeleri

domingo, 20 de junho de 2010

as nem tão tendências do SPFW

Agora que bate aquela depressão pós- semanas bombantes de moda, ficamos todos tristes e tentando encontrar todos os vestígios possíveis que restaram dos eventos. Passamos horas fuçando blogs, revistas e sites que por sua vez, também se encontram nesta depressão e fazem de tudo para ainda continuar falando das weeks da vida.
Diante desta situação pensei em mostrar pra vocês uma SPFW um pouco diferente, até porque TODO mundo já mostrou TODAS as tendências, todo mundo já entrevistou todo mundo, todos os looks, todas as celebs, lounges, presentinhos e tudo meesmo. Aí vai pra vocês o que talvez ninguém tenha prestado tanta atenção assim, mas gostaria de saber, ou não.



A dobradinha Reinaldo Lourenço + Risqué já é história na SPFW, mas dessa vez alguém muito espertinho fez uma ótima jogada de marketing (amei!) e não podia deixar de falar disso aqui. Numa época em que a cor das unhas nunca esteve tão em alta (triste de mim que sou alérgia, mas isso fica pra um outro post) e todo mundo está loucamente esperando que surjam mais cores diferentes: azul royal, turquesa, rosa chiclete, fosco, brilhante e daqui a pouco vão surgindo altas texturas de renda, palhinha (se é que já não existem né?) surgem os oito vidrinhos secretos. Eles vieram simplesmente sem nome (aguardem o post sobre os nomes cada vez mais criativos de esmaltes) exatamente no momento de mais frisson ao redor deles! Agora todas as viciadas vão ter que esperar até julho, quando resolverem lançar de verdade. Enquanto isso... mais depressão, hehe.



O segredinho da aplicação dos "paetês" no braço das modelos na coleção de Ronaldo Fraga com a ajudinha básica do spray fixador. (foto por Aurea Calcavecchia)



1- Emanuela na Bienal com sua Leica 2- mostrando ao GE a foto, ainda na máquina, de Barbara Berger 3- Editorial do Portal FFW

Se eu já admirava Emanuela de Paula, top pernambucana (há!), admiro ainda mais. Vocês já devem ter ouvido falar que ela anda dando uma de fotógrafa por aí e vamos combinar que tá arrasando. Gosto dessas modelos que não se contentam só em modelar e aproveitam o trabalho pra fazer outras coisas naquele mundinho, acabam se tornando profissionais mais completas e se destacam por isso. Esse foi o caso de Emanuela, que foi destaque no Portal FFW com o editorial "Elas por Emanuela". Ela disse ao GE que simplesmente ia fotografando as amigas models por diversão nos backstages e a brincadeira foi dando resultado. Resultado que vem de uma menina bem perspicaz que presta atenção nos truques de iluminação e outras cositas más dos maiores fotógrafos do mundo com quem fotografa, por isso que é top né?




1- look de Fernanda Yamamoto 2- look da Maria Bonita 3- look da Reserva 4- quadro de looks da Tufi Duek

Isso eu realmente acho que todo mundo tem curiosidade de saber... o que de fato acontece atrás das "cortinas" de um desfile.
O backstage de um desfile de moda reune na verdade milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo, modelo esperando, maquiagem, cabelo, enfim... Mas é nas araras que as roupichas que vão ser desfiladas ficam e é preciso muita organização pra que na hora do vamo ver e do corre-corre nada dê zebra, a não ser que esteja nas estampas... (é, eu sei que foi péssimo)
Antes do desfile acontece a prova de roupa e é nesse momento em que se decide qual modelo vai usar o quê. Daí tudo é anotado e a produção pode organizar os looks em ordem de entrada que geralmente ficam num quadro como o da Tufi Duek aí em cima, onde estão as fotos com as modelos com cara de bunda que estavam no dia da prova. Mas na hora do vuco-vuco os modelos e assistentes precisam saber onde estão as roupas que vão usar, então elas e os acessórios já ficam nas araras grudadinhas com as fichas do look que trazem: o número do look (ordem de entrada), nome do modelo, foto e detalhes como número do sapato e acessórios.


Espero que tenham gostado de ver um pouco do SPFW por outro ângulo... E espero que vocês continuem conversando comigo por aqui, né? Aaaamo os comentários e sugestões!
Me sigam no twitter (@isabeleri) e a gente se fala mais por lá também. ;)
Agora que tô de férias (apesar de qualquer coisa)... o xx vai bombar! hehehe

Beijo, xiques!! Bele.

domingo, 13 de junho de 2010

Meninos do Rio...

Todo mundo no maior frisson das novidades do SPFW e eu aqui ainda digerindo as novidades do Fashion Rio!
Juro que estou fazendo de tudo pra me colocar nos eixos depois de muitas noites sem dormir fazendo projetos e mais projetos pra faculdade, por isso não quero colocar aqui um monte de fotos das passarelas do SPFW com o que mais achei bonitinho ou o que acho que possa virar tendência sem ao menos ter entendido os conceitos ou acompanhado um desfile que seja. Mas podem ter certeza de que novidades virão...

Enquanto o SPFW não chega no mundo paralelo do xiquexique, deixo vocês se deliciando com as fotos feitas por Fabio Pamplona nos bastidores do Fashion Rio. As imagens fizeram tanto sucesso (com todos os motivos) que foram parar em blogs do mundo inteiro, dentre eles o de Sérgio Mattos, Rock my blog, YVY mag...










Se eu já amava as fotos de Fabio aqui em Aracaju, depois dessas estou simplesmente apaixonada..
E aí, o que acharam?? Comenteeem!

Muuitos beijos!! Bele.
@isabeleri

quinta-feira, 10 de junho de 2010

entrevista XX: Marcela Maciel, estilista

Nos tempos de escola eu ouvia minha irmã mais velha contar sobre uma colega de classe chamada Marcela que era muito caprichosa nas coisas que fazia. Eu era muito pequena mas lembro como hoje o dia em que Bia, minha irmã, saiu daqui de casa vestida de Rose, do Titanic, com um longo vermelho e um colar com pingente de coração azul que meu pai mandou fazer especialmente para compor o figurino da noite: ela estava pronta para ir ao aniversário daquela tal amiga. A festa tinha como tema filmes e aconteceu até entrega de Oscar! A aniversariante? Estava linda como Audrey Hepburn no clássico A Bonequinha de Luxo.

Os anos foram passando, eu fui crescendo e continuei a ouvir as histórias da vida de Marcela. Até que lá pra 2008, quando comecei a trabalhar como modelo, conheci efetivamente a Marcela Maciel estilista quando desfilei para a coleção que lançou aqui em Aracaju que era inspirada no Mágico de Oz. Começávamos o desfile com grandes asas de borboleta à la Victoria Secret´s e com aqueles biquínis ultra românticos que eram a coisa mais linda... me encantei de cara! Desde então não parei mais de ler esse romance antiguinho que é a história da sua vida, mas pedi que ela me emprestasse algumas folhinhas pra eu colar aqui no blog e vocês lerem também.



XX: Conte sua trajetória até chegar na Marcela Maciel Beachwear e a relação da sua vida com a moda.


Marcela: O teatro foi o começo de tudo. Foi ele quem me trouxe ao Rio de Janeiro aos 14 anos, atrás do sonho de um dia brilhar nos palcos. Ele também me despertou uma enorme paixão pelo figurino que, enfim, levou-me à faculdade de moda em 2003.
Trabalhei como assistente de figurino da peça Grande Othelo, fui figurinista das peças infantis “A Fuga das Ortaliças” e “Fantasminha Pluft”, e assistente de figurino de um comercial da cerveja Antártica. Na área de produção, trabalhei no Rio Moda Hype, assessorando novos estilistas no Fashion Rio, onde também atuei no backstage.

Ela estudou Design de Moda pela Universidade Veiga de Almeida e na sua formatura, em 2006, apresentou a coleção “O feitiço nordestino” que lhe rendeu o Prêmio Universidade Del Arte Ganexa (Panamá) pelo consulado panamenho, este prêmio era a oportunidade de desfilar sua criação no principal evento de moda do Panamá, o Días de Moda Panamá.

Foi um sucesso e a partir desse evento e por morar no Rio, resolvi abrir a marca moda-praia Marcela Maciel Beach Wear.

No início a marca foi pensada para ser exportada, por isso possui modelagens maiores para atender a esse público gringo que ainda se assusta com os mínis brasileiros, mas acham lindos. Mas depois da participação de grandes eventos como o Mode City Paris, em 2008, Marcela viu que não fazia sentido não fincar a marca no Brasil. Assim tudo foi acontecendo e surgiu então a linha infantil da marca, a Marcelinha Maciel Beachwear.



M: A Marcelinha Maciel é a minha identidade. Acho até que demorei muito para finalmente pôr esse projeto em prática. Ano passado, semanas antes de encerrar a coleção, resolvi urgentemente não esperar mais, desenvolvi as peças a tempo de colocar no catálogo e acabou que deu super certo. Adoro lidar com criança, adoro mais ainda as coisinhas minúsculas que elas vestem, enfim, dizem que ainda sou uma criança.

XX: O que te inspira na hora de criar?

M: Sou movida a imagens, cores, texturas, detalhes, enfim. Os figurinos das peças teatrais e filmes aos quais assisto são excelentes fontes inspiradoras. Bons livros e revistas ainda são insubstituíveis mesmo em tempos de Google e faço questão de vir abarrotada deles de minhas viagens.



XX: Você tem um atelier próprio, um lugar onde realmente coloca as idéias em prática? Isso ajuda na hora da criação?
M: Tenho o meu ateliê desde que iniciei o projeto da marca. As linhas, os tecidos, os manequins, as máquinas, enfim, acabam criando uma atmosfera super propícia ao processo de criação. É lá que organizo e estruturo melhor o emaranhado de idéias e informações que absorvo durante as pesquisas de coleção.

XX: Você poderia explicar como é mais ou menos o processo criativo e prática de uma coleção?
M: O processo de criação começa com uma pesquisa de tendências para o próximo verão, que inicia logo após o término de uma coleção. Essa pesquisa vai me orientar para a escolha de um tema, a partir do qual eu faço colagens de imagens diversas que definirão a cartela de cores, as texturas, as formas, a estamparia e outros detalhes. Essa é uma técnica de desenvolvimento de coleção bastante utilizada e difundida pelas melhores escolas de moda não só do Brasil mas do mundo.

XX: O que você diz para quem é sergipano e quer levar a moda como profissão já que não temos uma faculdade de moda ou até mesmo cursos livres e técnicos na área?
M: O curso de Design Gráfico tem sido uma fonte interessante de estilistas. Acho que essa coisa de trabalhar com criação de produtos, como sapatos, bolsas, acessórios, enfim, acaba por despertar em muitos designers gráficos o gosto pela moda. Ou justamente pelo fato de as faculdades de moda não estarem acessíveis, muitos estudantes acabam escolhendo o Design Gráfico como um caminho alternativo para aprender as técnicas de criação e desenvolvimento de uma coleção: briefing do produto, tema, colagem, cartela de cores e de materiais, por exemplo.

XX: Você tem um estilo bastante romântico de se vestir e de vestir suas clientes. Você acha que o estilo próprio do estilista acaba influenciando nas suas criações?
M: As coleções são marcadas por um estilo próprio do designer, sem dúvida. Quanto ao meu estilo, sou adepta do “recordar é viver”. Gosto de remexer o passado, tanto no que se refere ao meu próprio, quanto ao que a história dos grandes estilistas nos disponibiliza. Sou capaz de ficar horas fuçando a internet, revistas antigas ou até mesmo o famoso baú da vovó. Aliás, o tema da minha coleção de formatura foi retirado de um manuscrito já muito amarelado e sensível de receitas de minha tia-bisavó. Uma relíquia que continha desde como se livrar do pé-de-chulé até a receita do bolo passado geração após geração.



XX: Como ter um look vintage sem ficar antiguinho demais?
M: O bom estilo vintage de ser é aquele em que o atual é pincelado com referências do passado. Tipo, você pode pegar uma camisa branca básica, que nunca sai de moda, escolher alguns botões com referências antigas e aplicar na camisa. Com uma pitada de bom gosto, fica bem legal!

XX: Como você define o cenário da moda sergipana atualmente? Quem faz esse cenário?
M: Veja, a moda sergipana, no que se refere à criação, desenvolvimento e comercialização de coleções próprias, é muito tímida. Não significa que não haja potencial, muito pelo contrário. Mas creio que faltem escolas de moda, organização, incentivo e, principalmente, investidores interessados em fazer moda em Sergipe e não apenas em importá-la através das muitas franquias que temos. Uma coisa boa que começa a ganhar volume são os eventos de moda que, apesar de reproduzirem estritamente o que vem de fora, acabam chamando atenção e despertando o interesse de formadores de opinião e de jovens, o que no futuro, pode vir a gerar um movimento para a mudança desse cenário.

XX: O que falta para a moda sergipana despontar no cenário brasileiro?
M: Falta muito. Moda em Sergipe significa hoje muito mais falar sobre a moda (dos outros) do que criar, desenvolver, comercializar e se preocupar com todos os aspectos de uma coleção e da gestão de uma marca. Posso te dizer que é um trabalho árduo, de muitas renúncias e, (às vezes) com 10 minutos de glamour. Sem falar que não existe nenhuma garantia de que vá dar certo.
Acho que uma escola de moda seria um bom primeiro passo, essencial para canalizar as discussões, promover projetos e reivindicar progressos em torno do tema. Historicamente, as grandes transformações têm seu embrião formado em uma sala de aula.

E por fim, as rapidinhas:

Um vício: Internet.
Para comprar coisas boas e baratas em Aracaju e no Rio: Em Aracaju tenho visto muitas meninas fazendo bazares, acho que é uma boa pedida! No Rio, pontas de estoque de diversas lojas, brechós e feirinhas de bairro podem ser fontes de excelentes oportunidades.
Uma revista nordestina: gosto do formato da Ícone (eu não subornei a entrevistada, ok?)
Uma peça atemporal: Jeans.
O que não pode faltar na bolsa de uma mulher com muito estilo: Depende muito da personalidade dela, de suas preferências. Estilo é apenas uma de suas muitas características.
Seu ícone fashion: Channel.

Onde encontrar:
Maraju Rua Ananias Azevedo, 112- Galeria Via Chic- Loja 4 – 13 de Julho (Aracaju-Se)



Quero muito agradecer o carinho de Marcela que foi super fofa comigo!
Tô muuuito feliz em saber que vocês estão gostando do xiquexique, viu? Coloquem sempre os comentários aqui falando tudo!!
Qualquer coisa tô no: beleribeiro@hotmail.com e no @isabeleri
Me aguardem nessas férias, o xxblog vai bombar muuuuito!

Beijoos, muuuitos beijos xiques! IR.

sábado, 5 de junho de 2010

An(alice) no país das maravilhas

Acho que vocês já me ouviram falar pelo menos em dois posts sobre a Vintage Glasses, mas não tem jeito, vou falar sempre porque sei que todo mundo gosta! Quando fiquei sabendo que a Analice Balthazar, a designer da marca, iria fazer um desfile não esperei e pedi logo toodas as informações pra passar pra vocês.



A Vintage Glasses surgiu bem na hora em que aquela tendencinha retrô tomou conta das nossas cabeças, lá pra 2008 e 2009. Mas não era aquela coisinha retrô demais, antiguinha demais... era um retrô-pop que acabou encorajando todo mundo a usar os famosos Ray-ban wayfarer ultra coloridos, as armações tartaruga, lentes transparentes, degradês, armações imensas que se antes usadas, a criatura era chamada de mosca ambulante, ou algo assim... Hoje vivemos super felizes zunindo com nossos super-óculos por aí... e vamos combinar que não tem coisa melhor pra fazer cara de metida ou pra esconder a ressaca, né?

Não se contentando em já ter desenvolvido peças para marcas como Io e Elementais, hoje é estilista da marca Patrícia Franco e desenvolve acessórios para a Bonnie, Siberian, Triton e Osklen. E quando nós, pobres mortais, pensamos que a pequena grande fashionista baiana de nascimento e sergipana de coração se contentaria aos seus 26 anos parar por aí, eis que surge a ideia de lançar a sua própria de marca de roupitchas com a coleção Imaginário Inimaginável:

“Toda mulher tem uma menina adormecida em si, assim como toda menina tem uma mulher ainda não aflorada. Numa profusão de sentimentos e pretensões que permeiam o despertar, a marca expressa a menina-mulher que busca sua verdade dentro de um romantismo sensual sutilmente revelado.
Ombros, cinturas e quadris são bem evidenciados através de modelagens e cortes militares numa elegância austera e singela , conferida também pelas cinturas mais altas e ganchos baixos. É o recato da menina versus a sensualidade da mulher, expressada entre saias balonê, pregas, laços e correntes, que arrematam o estilo de maneira paradoxal. A paleta de cores reforça este aspecto através de tons neutros que vão do rosa, rosa pastel, bege até o cinza. Recriando a imagem da mulher que não mantém a menina em si adormecida, e sim a imagem da mulher madura, sensual e feminina.”



A nossa An(alice) no país das maravilhas vai lançar sua coleção de imaginários no Expo Moda, numa dobradinha de desfile Ana Balthazar+ Vintage Glasses. Quer mais?

Programação:
Desfile coletivo de abertura: “A copa do mundo é moda” - 18 estilistas baianos, dentre eles Anne Massa, Goreth Dunningham, Fagner Bispo, Phaedra Brasil

09/06- Minicoleções de Aline Costa, Anne Massa, Levite Bahia, Madá Negrif, Luana Dórea e Rosangela Correia
10/06- 19h Guida Maria
11/06- 19h Ana Balthazar

O legal do evento não é só a ideia de promover os estilistas da terrinha, mas também promover uma galera de outras áreas artísticas, sem sair do tema do evento. Enquanto a moda ferve nos desfiles vai ter o Espaço dos Criadores com os desginers, lançamento do livro de Domingos Diniz, exposição de Zilma Tanajura com esculturas de papel machê... tudo muito Rio São Francisco, muito nordeste! (adoro!)

19º Expo Moda
Quando: 8 a 13 de junho de 2010
Onde: Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções (Av. Simon Bolívar, Jardim Armação, em Salvador)
Entrada: de graça! (dá pra levar aquela amiga mão de vaca, namorado, periquito e papagaio)


***
O que vocês acham de uma entrevistinha xiquexique com Analice??
Ameeeei os comentários do post anterior!! Vamos sempre conversar por aqui, continuem me mandando suas críticas, sugestão de posts, enfim...
Essas duas últimas semanas de aula estão meio complicadas pra mim, mas prometo que nas férias o xiquexique vai bombar muuuito!

Mil beijos xiques pra vocês, IR./@isabeleri

Vitrine

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