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domingo, 27 de setembro de 2015

Coisas aleatórias de segunda: filmes, looks e desabafos

Isso mesmo, criei uma nova tag: coisas aleatórias de segunda, que postarei toda segunda-feira, claro, pra inspirar e motivar nossas coisas semanais. Como o nome diz, serão links, achados, inspirações e coisas pra gente ver/fazer/usar ou sei lá o que durante a semana que chega, ok? Espero que curtam junto comigo e que a gente vá trocando experiências :)


1- Filmes pops que todo mundo assiste e que tô doida pra ver: O Pequeno Príncipe e Um Senhor Estagiário. 

O Pequeno Príncipe porque, né? Anw... Porque é aquele tipo de história que fez parte da infância e da vida de todo mundo que sonha e porque simplesmente é o tipo de animação tem-que-assistir. Já Um Senhor Estagiário tem Anne Hathaway como a chefona super sem tempo de um site de vendas de roupas que começa um projeto de contratação de idosos como estagiários (porque eu não tinha pensado nisso antes?) e o novo estagiário acaba se tornardo o seu melhor amigo, ninguém menos que Robert De Niro. Já tô louca pra ver Anne no outro lado da mesa, depois de tantos anos de O Diabo Veste Prada, o livro (e filme) que me fez decidir escrever o blog e me estimulou a trabalhar com Moda, acreditem. Ah e eu sou fã dela, já fico babando só com o trailer aqui ó:   





2- Looks pra inspirar na semana: como ultimamente eu tô tendo semanas difíceis no nível hard-punk-uou e os looks variam entre roupas de ballet, roupas de mudança para suar organizando as coisas e roupas de trabalho, inspirações sempre são bem vindas. Blazer branco + blusa branca + jeans + sapatilha (1) é uma combinação infalível pra aquela reunião de trabalho. Listas... são sempre (viciantes) listras. Quando tem batom vermelho (2) então, é amor. Saias + sapato ou tênis também me fazem sair bem feliz pra trabalhar, que é o que mais faço ultimamente (3).   


3- Exposição "Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas mexicanas".


 Ok, eu não estou em São Paulo mas vou ser boazinha o suficiente pra dar a dica de quem estiver por lá, porque tô muito louca pra ir. A exposição vai tá recheada de obras dela, desenhos e litografias, além do trabalho de outras 16 artistas mexicanas. Com curadoria de Teresa Arcq a expo está rolando no Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201), de terça à domingo, das 11h às 20h, R$10.    
  

4- D.Y.E.: porque não pensei nisso antes? 


Uma tela normal de pintura pintada de preto com uma lâmpada atrás = uma luminária nova em casa. 


5- Ei, precisamos desabafar.


Quando eu era pequena escrevia no meu diário, hoje tenho caderninhos e alguns poucos amigos quando preciso desabafar. Sabe aquele peso interno, aquelas palavras que a gente precisa colocar pra fora? Não, nem sempre a gente quer ouvir alguma coisa em troca, seja crítica ou elogio, é só ter alguém pra ouvir. Desde que comecei a fazer terapia vi o quanto esse momento é importante na vida de qualquer pessoa. Mas há algum tempo eu tenho sentido a necessidade de falar mais, falar sobre mim, sobre essa fase difícil, sobre o que eu penso disso tudo... talvez seja o próximo post ou talvez só aconteça na próxima semana. Mas eu preciso disso, preciso te contar o que tô sentindo. 



Arquiteto sergipano leva o nosso Lambe-sujo pra final do Prêmio Oxford de Design!

Eu nem conheço o Raphaell direito, mas tô sentindo um orgulho danado dele. Com 25 anos Raphaell Prado é sergipano, formado em Design de Interiores, em Arquitetura e Urbanismo e hoje mora em São Paulo fazendo pós graduação em Industrial Design, no Instituto Europeo di Design. Há alguns anos criou um projeto selecionado para exposição na Design Weekend (SP) através da residência criativa no RED Studios, com o tema Design for Life, mostrando uma nova forma de olhar os objetos que nos cercam diariamente, no caso, vassouras. 



 Todo mundo que é picado uma vez que seja pelo bichinho da inquietude (irmão gêmeo do bichinho da criatividade), não quer parar nunca mais: é batata! Foi assim com ele e com o resultado de mais um projeto incrível: ele está na final do Prêmio Oxford de Design - Nova geração de brasileiros entre 3 finalistas do país todo. A marca de porcelanas vai premiar o vencedor com um dindin mais que merecido e... uou: vai produzir e lançar a linha para venda em todo o Brasil.   




Inspirado nas marcas das mãos deixadas nas paredes do município de Laranjeiras, em Sergipe, pelos brincantes do Lambe-sujo ele criou o tema do seu projeto, que leva o nosso patrimônio cultural pra casa de pessoas. O fato de estudar na cidade histórica com certeza fez o menino inquieto rabiscar muitas folhas enquanto o professor falava sobre topografia e urbanidades, não menos importantes. Mais uma prova do quanto o ser arquiteto é encantador... é completo. Permite ser e fazer o que a gente quiser nesse mundão criativo. 

Eu votei na mesma hora que vi, lá no facebook. Corra, é só até terça (29/09). Pra votar é só clicar aqui ó: 

Parabéns, moço! E que esse seja mais um motivo pra que você continue inquieto. 


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Look do dia: listras e flores!

Começando a semana com look confortável pra trabalhar. Essa semana tá só um pouquinho cheia, rs, dá até medo... Mas vamos lá, energia positiva pra começar, vai ser lindo! Essa mochilinha me quebra o galho, cabe muuita coisa e como eu saio de casa de manhã e só volto à noite, coloco tudo que preciso no dia: de sapatilha à pasta de dente, rsrs. Mas o que eu mais gosto é de misturar essas duas estampas que eu AMO: listras e flores! Amo misturas :)    








Cropped: Renner
Saia: Anna Morena
Sandália: Sonho dos Pés
Mochila: Couro & Cia

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Casa em silêncio

Hoje venho apresentar pra vocês um projeto que eu estava guardando há um tempinho aqui comigo e que carrega muita lágrima, emoção e história. "Casa em silêncio" é um projeto que tem o objetivo de deixar a história de antigas casas de Aracaju eternizadas nas nossas memórias através das lembranças mais íntimas pelo olhar de quem mora ou viveu nelas.   

Este é o primeiro vídeo da pequena série que pretende não parar nunca mais. Foram alguns meses procurando histórias de casas que eu tinha curiosidade de conhecer, dias procurando os donos e moradores de cada casa, fazendo-os lembrar de histórias que provocavam sentimentos diferentes em cada um. 

É maravilhoso ver como uma casa guarda tanta lembrança, tanta história, tanta coisa tatuada nas paredes, nos seus jardins, na tinta desgastada, nos móveis, quadros e até na vista da janela, que por sua vez, tem um rangido que só o dono sabe exatamente como é. É lindo. Convido vocês a conhecer os personagens dessas casas... se você mora em Aracaju provavelmente conhece ou vai se lembrar dessas casas. Aliás, sinta-se em casa como eu me senti conhecendo cada uma delas.    




Agradecimentos: à minha família, em especial à meus pais João e Fátima e minhas irmãs, Luciana e Bianca, além de Alisson Coutto, meu companheiros de todas as horas. À Márcio de Dona Litinha por ceder um tempinho pra trazer sua música linda. À Maria Clara Giacomet, ao maravilhoso Murilo Melins, o qual sou eterna admiradora e aos entrevistados, que abriram suas casas e suas lembranças mais profundas à essa curiosa: Maria Hora e Maria Clara Hora, Evandro Ribeiro e sua família, Maria Melo e Luciana Melo, e Ézio Déda. A cada casa que entrei, a cada palavra que ouvi, em silêncio, levo a saudade junto a vocês.  

terça-feira, 1 de setembro de 2015

É chato, mas precisamos falar sobre cigarro

Antes de tudo, quero muito que veja esse vídeo:


Eu não lembro exatamente a primeira vez que percebi que o cigarro era ruim, mas acho que foi no dia em que cheguei na escola e uma coleguinha de sala, com seus 5 ou 6 anos, disse que meu cabelo estava com cheiro de cigarro. Acho que a intenção dela não era me magoar, mas eu voltei pra casa muito triste naquele dia. 

Talvez eu nunca tenha contado isso ao meu pai, que fuma desde os seus 14 anos e perdeu o seu pai por causa do cigarro, mas eu chorei muito naquele dia. Esse danado de cigarro, aliás, me fez passar por algumas coisas que não gostaria de ter passado nunca. Esse treco de poucos centímetros me fez, por exemplo, não conhecer o avô que eu sempre fui doida pra conhecer. 

Me fez também perder alguns minutos a mais grudadinha com meu pai, porque eu nem sempre conseguia respirar pela boca pra ficar perto dele (sim, essa é a técnica). O cheiro do cigarro é realmente ruim e quem está fumando não percebe mais como incomoda depois de algum tempo no vício. Eu até vi meu pai emagrecer demais ou perder o apetite... Já escondi as carteiras e comemorei quando surgiram aquelas imagens horrendas nos versos delas. Eu sempre fazia questão de deixá-las viradas na mesa, afinal, esperança é a última que morre. 

Eu nunca mais tinha falado com ele sobre isso, mas hoje eu assisti esse vídeo que me tocou profundamente e que me instigou a escrever esse post, quase como as cartinhas que mandava pra ele nos aniversários ou dia dos pais que sempre eram algo como: "Eu te amo muito. Quando vai tentar parar de fumar? Quero que meus filhos conheçam esse avô maravilhoso que você vai ser pra eles". Não era suficiente, nada era suficiente...

Eu cresci e até entendia que, quando ele começou, era muito legal fumar. Ele era e ainda é um cara muito charmoso, tem seu borogodó, gosta de se arrumar, é vaidoso pra caramba. Devia ser muito bonitão com sua calça boca de sino e seus olhos claros deviam conquistar qualquer menina da turma... conquistaram minha mãe no cursinho, oras! E, ah... Elvis fumava e era o cara, caramba!

Eu imagino como deve ser difícil, pai. Eu sei que quando você tem um tempinho, precisa dar suas tragadas. Ou que a vida não anda fácil, o cigarro ajuda a desestressar... Eu ando num meio de artistas, de música, onde todos nos shows gostam de fumar e acham aquilo muito charmoso. Mas eles nem fazem ideia de que, daqui há algum tempo, um amiguinho do seu filho vai dizer, sem maldade, que seu cabelo está cheirando a cigarro. Não vai ser legal.

Amigos que fumam e pai, dedico essa postagem a vocês. ;)
Bele.  


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